| Meras Lembranças |
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Por Rev. Jôer Batista Lembra-se quando o top era andar com um Walkman preso na cintura, com uma fita cassete gravada em gravador Aiko e para economizar a pilha se rebobinava a fita cassete com uma caneta ou um lápis? Ou quem sabe você ainda se lembre quando para melhorar a recepção da imagem na televisão colocava-se Bombril na antena. E o que dizer das antigas fichas telefônicas armazenadas nas bolsas e carteiras, do vídeo-cassete de quatro cabeças, dos moderníssimos aparelhos 3 em 1 ou das máquinas elétricas Olivetti e dos cursos de datilografia? Houve um tempo em que o sonho de consumo do dia das crianças era ganhar um Atari ou jogar Super Mario em um Nintendo 64. Para se ter uma idéia do que isso significa, imagine que a geração do Pedro, Paola, Noah e do Tales e Elisa que ainda vão chegar talvez não saibam em sua pré-adolescência o que significa CD ou DVD. Todos esses produtos e os hábitos gerados por eles entraramem des uso num processo acelerado de inutilização. Tornaram-se, em menos de uma geração, peças de museu ou relíquias de colecionadores.
Entre os hábitos que têm sido abandonado um deles merece maior atenção, a saber, o ato de servir. Não apenas de exercer o serviço, mas o fazer de forma que a simples realização dele seja o nosso prazer. Um serviço cuja recompensa e satisfação são os sentimentos de gratidão por ter podido servir. Não o serviço remunerado, não o favor recompensado e nem o esforço que é requerido. Mas o serviço ofertado, que não se orgulha da realização e nem se ofende quando dispensado. Filhos que servem seus pais independente de mesadas e gratificações, Pais que servem seus filhos independente de resultados escolares, enfim um serviço verdadeiramente voluntário e gracioso, cada vez mais difícil de encontrar. A vida ensimesmada, individualizada e lucrativa de nossos dias tem privado inclusive a igreja desses serviços. Conhecida por ser um lugar onde os homens servem a Deus, e servem uns aos outros de forma graciosa, a igreja tem mudado nos últimos anos. Cada vez mais profissionalizada, o serviço voluntário da igreja vai se tornando lembrança do passado. Será que lembraremos do serviço cristão como nos lembramos da máquina fotográfica descartável Love? Pedro afirmou, "servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pd. 4:10). Lucas por sua vez nos lembra que "... na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu... " (At. 13:36). Paulo confessou: "eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória... Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele" (1 Cor. 9:15 e 23). E Jesus falando de si mesmo disse, "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mc. 10:45 ). E você o que tem a dizer?
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